Uma parceria entre a Prefeitura e a Fundação Hospitalar de Amparo ao Homem do Campo – FHAHC tem conseguido evitar o fechamento do único hospital de Manga. Nos últimos três anos, foram repassados recursos próprios em valor superior a R$ 1,5 milhão

Uma parceria entre a Prefeitura e a Fundação Hospitalar de Amparo ao Homem do Campo – FHAHC tem conseguido evitar o fechamento do único hospital de Manga. Nos últimos três anos, foram repassados recursos próprios em valor superior a R$ 1,5 milhão para a Fundação.

Os recursos serviram para pagar salários de médicos e funcionários, comprar medicamentos, insumos e equipamentos, e para custear serviços e reformas urgentes.

Quando assumiu a direção do hospital, a atual diretoria o recebeu com dívidas de mais de R$ 6 milhões, entre elas cinco 13º e dois meses de salários atrasados.

Atualmente a fundação passa por um processo de reorganização. Com o recurso repassado pela Prefeitura de Manga, foi possível estocar a farmácia, colocar parcialmente em dia o salário dos funcionários, melhorar a infraestrutura e comprar mais equipamentos.

De acordo com o presidente da FHAHC, Paulo Roberto Lopes, o recurso disponibilizado pela administração municipal foi crucial para a instituição melhorar a qualidade do atendimento e continuar funcionando. “A obtenção do alvará sanitário foi outra conquista da atual gestão, graças a atenção da administração municipal com o hospital”, ressalta Paulo Roberto.

Atualmente, o Governo Federal participa com R$ 126 mil, o Governo Estadual com R$ 40 mil e a Prefeitura de Manga com quase R$ 75 mil para o funcionamento do hospital.

Apesar de atender toda a microrregião, que soma cerca de 80 mil habitantes dos municípios de Manga, Matias Cardoso, Miravânia, Montalvânia, Juvenília e São João das Missões, apenas a Prefeitura de Manga faz repasse adicional à FHAHC, para o pagamento de médicos, enfermeiros, nutricionista, psicólogo, administrador, além de contribuir para manutenção da farmácia.

A fundação também recebia cerca de R$ 76 mil de recurso do Governo Federal para atendimento à população indígena. Porém, a Portaria nº 2.663, de 11 de outubro de 2017, alterou o valor do repasse “Incentivo para a Atenção Especializada aos Povos Indígenas”, passando para apenas R$ 8.509,00.

O prefeito de Manga, Joaquim Oliveira, afirmou que sua administração continuará priorizando o hospital, para que não feche. “Saúde é prioridade na nossa gestão. Apesar das dificuldades financeiras enfrentadas pelo município, em decorrência dos mais de R$ 20 milhões em dívidas deixadas pelo ex-prefeito e da retenção indevida, pelo ex-governador Fernando Pimentel (PT), de mais de R$ 10 milhões referentes às transferências obrigatórias devidas a Manga, conseguimos manter os repasses ao hospital em dia para que os serviços essenciais não parassem. Continuaremos trabalhando incessantemente para que o hospital continue melhorando cada vez mais”, disse o prefeito Joaquim Oliveira.

Data de publicação: 16/03/2020

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